Distante apenas 20 km do Rio de Janeiro, São Gonçalo compartilha com a capital e com Niterói o cartão-postal da Baía de Guanabara. Localizada na região metropolitana, a cidade que foi apontada como a “Manchester Fluminense” nas décadas de 1940 e 50, por causa da industrialização, e que é rota para a turística Região dos Lagos, agora tenta pegar carona nesse filão.
Com boa infra-estrutura urbana, São Gonçalo quer provar que não é apenas cidade-dormitório: também oferece bons passeios, locais para visitação e atividades culturais em seus teatros. Seu charme, e maior atrativo, está em sua área rural, com fazendas, mais de 400 sítios e construções centenárias. Mas também possui prainhas na Baía e duas áreas de proteção ambiental (Guapimirim e Engenho Pequeno).
Os radicais encontram o programa certo no Maciço de Itaúna, um vulcão extinto há 50 milhões de anos de onde salta-se de paraglider – dá para chegar de carro e apenas apreciar a vista para o Dedo de Deus, a Baía de Guanabara, o Cristo e o Pão de Açúcar. As áreas verdes, como Alto do Gaia e a APA do Engenho Pequeno, são procuradas por jipeiros e mochileiros. Já na Baía é possível passear de barco por ilhas e praias. Na área rural, as cavalgadas podem ser feitas em várias propriedades, como a Fazenda Santa Edwiges (que ocupa 10% da cidade) e o Sítio Girassol.
O roteiro histórico inclui edificações antigas como a Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante (1601), já descaracterizada; a Fazenda Colubandê (1620), que tem a Capela de Nossa Senhora de Sant’Anna; a Fazenda Itaitindiba (1687), onde está a Capela de São José (e que possui trilhas, cavalgadas e doces caseiros); e a Fazenda da Luz, onde há a humilde Capela Nossa Senhora da Luz (estima-se que seja de 1647). Mais recentes e não menos interessantes são o Sítio São João e as ruínas da Fazenda Engenho Novo do Retiro, com áreas para caminhada e cavalgada.